CR Candoso e ADC São Mateus com futuro indefinido



A turma famalicense acredita que despromoção não é justa, devido à utilização irregular de jogadores, por parte do GCR Ossela. Por outro lado, o conjunto vimaranense foi também acusado por parte do ADCR Caxinas, escreve a jornalista Marta Fonseca do jornal comumonline.com.

Pode ler-se na publicação que, Os jogos da II Divisão Nacional de futsal terminaram no passado fim de semana com a decisão dos clubes promovidos e despromovidos e do campeão. No entanto, fora do campo, a temporada continua a dar que falar. O CR Candoso já tinha garantido a subida de divisão e, este sábado, conquistou o título de campeão nacional, mas está a ser acusado pela ADCR Caxinas de não cumprir o regulamento. Por outro lado, a ADC S. Mateus culpa o GCR Ossela de infringir as leis.

A turma famalicense desceu de divisão, mas ainda tem esperança de inverter a situação. O clube acredita que vai garantir a permanência por via regulamentar, argumentando que o GCR Ossela, quinto classificado da Série C da II Divisão na fase de manutenção, não cumpriu o regulamento.

Por detrás desta alegação está a utilização irregular de Diogo Tavares e Diogo Costa em dois jogos. A ADC S. Mateus apresentou o caso à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), defendendo que o jogador e o treinador não poderiam participar nestas partidas, devido à expulsão num encontro da Taça Distrital de Aveiro, em juvenis.

Socorrendo-se do artigo 37º do Regulamento Disciplinar da FPF, o clube de Famalicão pretende que esta “irregularidade” culmine “numa pena de derrota nos dois jogos”. Desta feita, se a FPF der razão à ADC S. Mateus, a turma do distrito de Aveiro termina o campeonato como o quinto pior classificado de todas as séries do continente, o que permite aos minhotos continuar a disputar as provas nacionais. Além da equipa que fica nesta posição, descem também os três últimos classificados.

Esta situação foi desencadeada através de uma denúncia do FC Arouca, adversário do GCR Ossela, na Série C. A ADC S. Mateus, depois de ser ver na condição de despromovido, decidiu reportar o caso à FPF. “O FC Arouca expôs a situação ao mundo do futsal e, dada a nossa realidade desportiva, tivemos de dar seguimento à mesma”, afirmou André Vale, presidente do ADC S. Mateus, em declarações ao ComUM.

O dirigente acredita, assim, que a FPF vai fazer o seu trabalho e ajustar as contas que levaram o clube à despromoção. “Aplicando-se os regulamentos, a classificação terá de ser revertida, pois as penalizações que deverão ser impostas ao GCR Ossela implicam mudanças ao nível das contas da manutenção”, rematou André Vale.  O dirigente admite, ainda, que esta situação se deve à “falta de comunicação dos castigos à FPF por parte da AF Aveiro”. André Vale considera que “esta situação deverá servir de alerta” para o futuro, pois “é muito difícil saber tudo o que acontece nas outras séries”.

A equipa de Oliveira de Azeméis não se mostrou disponível para falar ao ComUM sobre a acusação, nem se manifestou publicamente sobre o assunto.

CR Candoso acusado pela ADCR Caxinas
No entanto os problemas não acabam por aqui. Do outro lado da situação está o CR Candoso, que se vê na condição de acusado, com a ADCR Caxinas a reclamar justiça regulamentar. A equipa de Vila do Conde conquistou o segundo lugar da Série Norte da II Divisão, depois de um empate a uma bola, na receção ao Boavista FC. Contudo, o clube reclama uma subida à divisão principal, garantindo que o conjunto minhoto, primeiro classificado, “não cumpriu os pressupostos regulamentares que lhe possibilitam disputar na próxima época a Liga Sport Zone”.

Em causa, está o facto de o clube de Guimarães não ter começado a época com o escalão de iniciados, um dos três obrigatórios para que a equipa sénior possa disputar a I Divisão Nacional, na época seguinte. A presidente do clube, Sílvia Moreira, em declarações ao ComUM, garante que vai levar “esta situação até às últimas consequências, principalmente ao Tribunal Arbitral do Desporto, se assim for necessário”. A dirigente esclarece que a ADCR Caxinas “nada tem contra qualquer clube que participa neste litígio”. Além disso, no processo enviado à FPF constam outras equipas que “não reúnem os requisitos para subir de divisão”. “Como clube de referência que somos, indiscutivelmente, apenas queremos seriedade e justiça”, clarifica Sílvia Moreira.

A presidente do clube acrescenta que é clara “a tentativa dos clubes negligentes, junto das suas associações distritais, tentarem adulterar aquilo para o qual não estão habilitados. Umas associações entraram na ‘festa’, outras recusaram-se a fazê-lo”. Sílvia Moreira afirma, ainda, que “existem documentos da FPF que, no início de março, contabilizam o número de equipas, até àquela data, a competir nos campeonatos distritais- as equipas em causa não constam.”

O clube está certo que a FPF vai introduzir algumas modificações nos regulamentos, para evitar situações como esta. “Temos a certeza que na próxima época a direção da FPF irá ter muito cuidado na utilização dos termos e palavras dos seus regulamentos, de forma que, os ‘chico-espertos’ do nosso burgo, não consigam as mais diversas interpretações”. A presidente rematou afirmando que “existe claro incumprimento dos requisitos do regulamento da primeira divisão, para que esses esses clubes possam competir na divisão mais alta do futsal português”.

Sílvia Moreira está, no entanto, ciente que o caso pode demorar muito tempo a ser resolvido, “visto que, o clube ao qual não seja favorável a decisão do Conselho de Disciplina, irá recorrer com toda a certeza”. Pese embora acreditar que este caso, para o futsal nacional, “representa tudo”, a dirigente máxima da ADCR Caxinas não tem dúvidas que “90% das pessoas do futsal acham e comentam que o CR Candoso ficará impune, visto que, em Portugal, e passo a citar alguns: “A federação não se vai querer chatear com o Candoso, porque investiu muito dinheiro para subir, e as pessoas que o gerem têm poder, logo, a FPF vai deixar tudo como está”.

A ADCR Caxinas já havia apresentado queixa à Associação de Futebol do Porto, em fevereiro. Na altural, o clube apelava a uma intervenção da FPF, dizendo: “se [estes clubes] subirem à I Liga, é um caso de concorrência desleal em relação às equipas da AF Porto.” Desta vez, Sílvia Moreira tem a certeza que, “após este caso, mais ninguém duvidará de que os regulamentos serão para cumprir.  É tempo de deixar de proteger quem não cumpre”.

O CR Candoso não se demonstrou disponível para prestar declarações ao ComUM e, tal como o GCR Ossela, não veio a público falar sobre o tema.


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