Seis golos, espetáculo e controlo total: Benfica vence em casa GD Árvore por 6-2
O SL Benfica confirmou o favoritismo e somou mais três pontos na Liga Feminina Placard, ao vencer o GD Árvore por 6-2, no encontro da 15.ª jornada, disputado este sábado, 31 de janeiro, no Pavilhão Fidelidade. Numa partida dominada do primeiro ao último minuto, as águias exibiram qualidade ofensiva, intensidade e grande capacidade de definição nos momentos-chave.
O jogo começou praticamente em sentido único. Logo aos 4 minutos, o Benfica inaugurou o marcador numa jogada simples e eficaz: Angélica Alves apareceu ao segundo poste para finalizar após assistência de Raquel Santos, estabelecendo o 1-0. O ritmo elevado encarnado manteve-se e, aos 8’, um cruzamento de Fifó resultou num autogolo de Ana Rita, aumentando para 2-0.
Sem permitir reação ao adversário, o Benfica ampliou novamente no minuto seguinte. Janice Silva, com espaço no corredor central, serviu Fifó, que rematou forte e colocado para o 3-0, resultado que permaneceria até ao intervalo e que espelhava bem a diferença de intensidade e eficácia entre as equipas.
A segunda parte começou da mesma forma: com o Benfica a atacar. Aos 24’, surgiu um dos melhores lances da noite: Sara Ferreira libertou Fifó com um toque de classe e esta serviu Janice Silva, que finalizou de primeira para o 4-0. Pouco depois, aos 27’, Raquel Santos rematou para a baliza; a bola tocou no poste e acabou por entrar após desvio infeliz da guarda-redes Simone, fazendo o 5-0.
O 6.º golo encarnado chegou aos 30 minutos, num momento de pura inspiração individual de Janice Silva, que venceu o duelo no um-contra-um e finalizou com precisão para o 6-0.
Só na reta final o GD Árvore conseguiu responder. Ana Rita reduziu aos 36’, num lance de insistência, e bisou um minuto depois, aos 37’, desta vez na conversão de uma grande penalidade, fixando o 6-2 final. Apesar da reação tardia, o conjunto visitante nunca conseguiu equilibrar o jogo nem ameaçar verdadeiramente a supremacia encarnada.
O SL Benfica voltou a demonstrar porque lidera isolado a competição: forte intensidade, circulação rápida, variabilidade ofensiva e grande capacidade de definir nos momentos decisivos. O GD Árvore, apesar da atitude na fase final, teve muitas dificuldades na contenção defensiva e na gestão da velocidade do adversário. O resultado traduz a diferença exibicional, num jogo sempre controlado pela equipa de Paulo Roxo.