“O jogo foi equilibrado” – A leitura fria de Nuno Dias ao dérbi



O Sporting CP saiu do dérbi frente ao SL Benfica com a sensação amarga de ter sofrido o empate a 40 segundos do fim. Mas no final, Nuno Dias não deixou espaço para dramatismos. O Sporting CP e o SL Benfica voltaram a oferecer um dérbi à altura da sua história. No Pavilhão João Rocha, na 16.ª Jornada da Liga Placard de Futsal, o empate 2-2

Se o clássico foi decidido nos detalhes, a resposta do treinador leonino foi feita de equilíbrio, análise e visão estratégica.

E a mensagem foi clara: a identidade do Sporting não muda.


“A forma como preparamos o jogo não vai mudar nada.”

Com dois novos confrontos no horizonte, agora a contar para a UEFA Futsal Champions League, Nuno Dias foi questionado sobre eventuais alterações na preparação.

A resposta foi firme.

“A forma como nós preparamos o jogo não vai mudar nada. Preparamos como preparamos todos os outros.”

Mesmo sendo uma eliminatória a duas mãos — algo inédito para a equipa neste contexto — o técnico separa novidade de essência.

“O que pode alterar são decisões estratégicas: o que arriscamos no primeiro jogo e o que deixamos para o segundo.”


Preparação, análise e identidade mantêm-se.

O que entra em jogo é a gestão do risco.

“O jogo foi equilibrado.”

Sobre os 40 minutos no João Rocha, Nuno Dias rejeitou leituras simplistas.

“Não fomos superiores 30 minutos. Houve momentos em que fomos melhores e momentos em que o Benfica foi melhor. O Sporting chegou ao 2-0 e teve oportunidades para ampliar, mas faltou eficácia.

Depois do 2-0 tivemos chances para ampliar, mas não fomos eficazes.”


Quanto ao empate nos instantes finais, o treinador foi pragmático.

“Apesar de nos custar muito, acho que o Benfica fez por chegar à igualdade. O resultado acaba por se ajustar.”

Sem desculpas.

Sem dramatização.

Com reconhecimento do equilíbrio.

Ajustar, melhorar e reagir

O foco vira-se agora para a análise imediata.

“Vamos perceber onde o Benfica cresceu, onde nos criou dificuldades e ajustar.”

Nuno Dias identificou um momento específico no segundo golo sofrido, onde a equipa não conseguiu ajustar como vinha fazendo durante o jogo.

“Fizemos isso quase todo o jogo e nesse lance não conseguimos fazer tão bem.”

É aí que o clássico se decide.

Num detalhe.

Num timing.

Num espaço mal fechado.

“A motivação está sempre no limite máximo.”

Com três dérbis em menos de 15 dias, a questão da motivação surgiu naturalmente.

A resposta foi inequívoca.

“Estamos sempre motivados, independentemente de ser um dérbi ou outro jogo qualquer.”

Para Nuno Dias, jogar pelo Sporting é motivação suficiente.

“A motivação está sempre no limite máximo.”

Segunda-feira será novo capítulo.

Com ajustes.

Com aprendizagem.

Com ambição intacta.

Nuno Dias falou de equilíbrio e identidade.

Num clássico decidido nos milímetros.

E agora, com dimensão europeia, o dérbi ganha novo peso.

Nada muda na preparação.

Mas tudo pode mudar no resultado.



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