Golos, emoção e drama até ao fim: Benfica conquista a Taça de Portugal de Futsal.
Num dérbi intenso, emotivo e de altíssimo nível, o SL Benfica conquistou a Taça de Portugal, ao bater o Sporting CP por 6-5, numa final decidida na eficácia encarnada e na capacidade de sofrimento nos momentos finais.
Perante lotação esgotada no Multiusos de Gondomar, o jogo começou exatamente como se esperava: ritmo altíssimo, duelos constantes e muita qualidade.
O Benfica entrou mais eficaz e inaugurou o marcador logo aos 3 minutos, numa recuperação de Higor, com Kutchy a lançar o contra-ataque e a devolver ao pivot brasileiro, que assistiu Carlos Monteiro para o 0-1.
Os encarnados aproveitaram melhor os momentos e ampliaram aos 8 minutos, com Kutchy a conduzir desde o seu meio-campo e a finalizar com frieza para o 0-2, após lance confuso na sequência de canto leonino.
O Sporting respondeu de imediato. Rocha reduziu para 1-2 aos 9 minutos, na recarga após defesa de Léo Gugiel, e lançou o jogo numa fase de grande intensidade.
Mas o Benfica voltou a mostrar eficácia. Aos 13 minutos, Jacaré fez o 1-3 de cabeça, após reposição lateral de Afonso Jesus, explorando nova desatenção defensiva.
O Sporting cresceu na reta final da primeira parte e voltou a encurtar distâncias aos 18 minutos, com Zicky Té a rodar sobre o defensor e a fazer o 2-3, mantendo tudo em aberto ao intervalo.
A segunda parte começou com novo golpe encarnado. Aos 21 minutos, Lúcio Rocha fez o 2-4, ao aparecer ao segundo poste após remate de Léo Gugiel.
O Benfica estava por cima e aumentou ainda mais a vantagem:
23’ – Carlos Monteiro fez o 2-5, com um remate rasteiro de fora da área, após fletir da direita para o meio.
O Sporting não desistiu e respondeu de imediato:
23’ – Diogo Santos fez o 3-5, após reposição lateral de Merlim.
O jogo entrou numa fase de parada e resposta constante, com o Benfica novamente mais eficaz:
26’ – Pany Varela fez o 3-6, ao segundo poste, na sequência de canto.
Mais uma vez, resposta leonina imediata:
26’ – Alex Merlim reduziu para 4-6, com um remate rasteiro.
A partir daqui, o jogo tornou-se ainda mais tenso, com o Sporting a assumir mais riscos e o Benfica a gerir a vantagem.
Um dos momentos-chave surgiu aos 32 minutos, com dois livres de 10 metros a favor do Sporting, mas André Correia brilhou, defendendo as tentativas de Tomás Paçó e Bruno Pinto, mantendo a vantagem encarnada.
Mesmo em inferioridade numérica após expulsão de Higor, o Benfica conseguiu resistir e voltar a colocar o 5º elemento na quadra, sem sofrer.
Nos minutos finais, o Sporting apostou no 5x4, com Merlim como guarda-redes avançado, aumentando a pressão.
Já dentro do último minuto, o jogo voltou a ganhar emoção:
40’ – Bruno Pinto fez o 5-6, após assistência de Merlim, relançando a incerteza no resultado a poucos segundos do fim.
Ainda antes, Lúcio Rocha esteve perto de sentenciar, mas acertou no poste com a baliza deserta.
Até ao último segundo, o Benfica resistiu, segurando uma vitória arrancada com eficácia, qualidade ofensiva e enorme capacidade de sofrimento.
Vitória justa do SL Benfica, que foi mais forte nos momentos decisivos, soube aproveitar melhor as oportunidades e resistiu à pressão final de um Sporting sempre competitivo.
O Sporting CP deixa uma imagem forte, com várias ocasiões, bolas nos ferros e oportunidades claras, mas pagou caro a menor eficácia e alguns momentos defensivos.
A figura do encontro foi Léo Gugiel, decisivo com várias intervenções ao longo do jogo, mas também André Correia, fundamental nos livres de 10 metros que mantiveram o Benfica na frente.
O Benfica conquista assim a Taça de Portugal, num clássico que confirmou, mais uma vez, o nível altíssimo do futsal português.