Ao cair do pano: Nuno Miranda decide um arranque de loucos
A AD Fundão arrancou a nova temporada da Liga Placard com uma vitória emocionante e sofrida sobre o SC Braga, por 3-2, no Pavilhão Municipal do Fundão, no jogo que marcou o pontapé de saída oficial da época 2026/27. Num duelo em que os minhotos foram quase sempre superiores na posse e no ritmo, a equipa da casa impôs-se pela organização, pela eficácia e por uma dose extra de coração, resolvendo o encontro no último segundo perante um adversário que na época anterior terminara a fase regular em 3.º lugar — bem acima do 9.º posto alcançado pelo Fundão.
O SC Braga entrou melhor, com um ritmo competitivo superior, muita rotação e boas dinâmicas de apoio ao pivô, e não tardou a fazer valer esse ascendente. Ao minuto 10, chegou o primeiro golo da época: o guarda-redes Léo Souza deixou em Daniel Airoso na direita e o jogador bracarense, depois de driblar o adversário e com pouco ângulo, rematou forte para o ângulo superior mais próximo — um golaço para o 0-1. Os minhotos dominavam, mas o Fundão, bem organizado, respondeu com enorme critério. Ao minuto 15, Peléh recuperou a bola quase no meio-campo, arrancou pela esquerda e, ao chegar ao pé de Léo Souza, desviou para o 1-1. A igualdade manteve-se até ao intervalo, com o Braga a mandar entre as áreas e o Fundão a colocar os bracarenses em sentido.
A segunda parte começou da melhor forma para a equipa da casa. Ao minuto 22, numa bela combinação entre Renato Almeida e Peléh, o brasileiro desviou perante Léo Souza e Renato Almeida apenas teve de encostar para a baliza deserta, operando a reviravolta: 2-1. O Braga reagiu com o habitual domínio de bola, cercou o Fundão e, ao minuto 29, Peléh ainda atirou ao poste numa arrancada pela esquerda. A insistência bracarense acabou premiada ao minuto 31: Mamadú Turé serviu Tiago Brito na direita e o capitão, ganhando espaço, rematou forte de pé direito para o 2-2.
Com o jogo de novo aberto, sucederam-se as oportunidades dos dois lados — Renato Almeida desperdiçou boas transições, Barreto e Luís Fernandes ameaçaram pelo Braga, e Jaime Arthur segurou os seus —, num final de enorme tensão e emoção. E quando o empate parecia inevitável, surgiu o momento de êxtase. Já com apenas dois segundos por disputar, numa reposição lateral de Mário Freitas, Nuno Miranda surgiu isolado ao segundo poste a encostar para o 3-2 final, desencadeando a festa no Pavilhão Municipal do Fundão.
Foi um triunfo precioso e de enorme carácter do AD Fundão, que soube sofrer perante um adversário mais dominador, manteve-se sempre organizado e foi letal nos momentos certos, coroando a exibição com um golo ao cair do pano. Um arranque de sonho para a equipa de Nuno Couto. Já o SC Braga, apesar de ter entrado melhor, de ter gerido bem a posse e de ter chegado por duas vezes ao golo, acabou por pagar caro a falta de eficácia perante um Fundão competitivo e a desconcentração fatal no último lance da partida. A equipa de Joel Rocha sai do Fundão com a sensação de que merecia melhor, mas com a certeza de que terá muito para dar nesta Liga Placard.
Figura do Jogo: Peléh (AD Fundão)
O ala brasileiro regressou ao Fundão em grande plano e foi o elemento mais diferenciador do encontro. Marcou o golo do empate ao minuto 15, assistiu Renato Almeida na reviravolta e ainda acertou no poste, sendo uma ameaça permanente para a defensiva bracarense. Decisivo na criação e no desequilíbrio, Peléh foi o rosto do triunfo da equipa da casa. Menção para Nuno Miranda, autor do golo da vitória no último suspiro, e para Mário Freitas, capitão e assistente do tento decisivo.