Do nervoso à vitória: as águias impõem a sua lei e vencem UPVN
O SL Benfica reagiu ao tropeção na Supertaça e estreou-se na Liga Placard 2026/27 com uma vitória incontestável sobre o recém-promovido UPVN, por 4-1. Apesar de uma primeira parte trabalhosa, em que esbarrou repetidamente na organização defensiva e num inspiradíssimo guarda-redes visitante, o bicampeão nacional acabou por impor a sua superioridade e resolver o encontro com naturalidade, num arranque de campeonato de pleno para a equipa de Cassiano Klein.
O jogo começou a ritmo elevado e com o Benfica a ameaçar logo de início — ao minuto 2, André Galvão ainda avisou pelo UPVN, mas Léo Gugiel travou. As águias criavam, sem conseguir furar um bloco bem montado. Jackson Ryan transformou-se no protagonista da primeira parte, negando sucessivamente Léo Gugiel (que ameaçou por várias vezes de meia-distância, em funções de guarda-redes subido), Rúben Góis, André Coelho e Eduardo Tchuda. O UPVN respondia em transição, e Diogo Silva ainda acertou no poste ao minuto 25 — mas esse lance já pertence a uma fase posterior; na primeira parte, o equilíbrio manteve-se até perto do intervalo.
O nó desatou-se ao cair do pano da primeira parte. Ao minuto 19, depois de Lúcio Rocha ter acertado na barra, o ala apareceu sozinho ao segundo poste para desviar um remate de Pany Varela e inaugurar o marcador: 1-0. E, ao minuto 20, um erro defensivo do UPVN ditou o segundo: Pany Varela ficou na cara do guardião e serviu Afonso Jesus, que só teve de encostar para o 2-0 com que se chegou ao descanso.
A segunda parte trouxe uma entrada forte do Benfica, agora mais solto. Rúben Góis acertou no poste ao minuto 27 e Dura ainda tentou pelo UPVN, antes de, ao minuto 31, chegar o terceiro num lance de bola parada bem trabalhado: André Coelho enganou toda a gente ao lançar a bola para a direita, onde Arthur rematou rasteiro para o 3-0.
O minuto 33 foi de loucos e teve um protagonista improvável. Primeiro, o recém-entrado Luís Montes, do UPVN, viu a bola bater-lhe nos pés e desviar para a própria baliza, fazendo o 4-0. Instantes depois, o mesmo jogador redimiu-se: assistido por Luís Nunes, reduziu de meia-distância para o 4-1. Daí até ao fim, o Benfica controlou o jogo a seu belo prazer, com André Coelho (35') e Eduardo Tchuda a acertar no poste (38') a rondarem o quinto, gerindo com tranquilidade a vantagem até ao apito final.
Foi um triunfo justo e incontestável do SL Benfica, que soube não desesperar perante um adversário aguerrido e um guarda-redes em tarde inspirada, foi eficaz nos momentos certos e resolveu o encontro com a qualidade que se lhe conhece. Uma resposta convincente à derrota na Supertaça. Já o UPVN, apesar de recém-promovido, fez uma primeira parte muito organizada e deu boa réplica, mas acabou por pagar caro os erros defensivos nos golos e a diferença de qualidade perante o campeão, saindo da Luz de cabeça erguida.
Figura do Jogo: Lúcio Rocha (SL Benfica)
O ala foi o jogador mais inconformado em campo e o grande impulsionador do triunfo encarnado. Tentou o golo por diversas ocasiões, acertou na barra e, ao minuto 19, abriu o marcador ao aparecer solto no segundo poste, desbloqueando um jogo que resistia. Sempre presente na criação e no desequilíbrio, Lúcio Rocha foi quem abriu caminho à goleada. Menção para Pany Varela, autor de duas assistências, e para Jackson Ryan, guarda-redes do UPVN, que evitou um desaire ainda mais pesado.
Foto - SL Benfica