Maria Martins: «Sou treinadora de futsal, não de um género»
Maria Martins, 40 anos, chegou ao Benfica depois de cinco épocas no Atlético e começou da melhor forma: Supertaça conquistada e uma goleada por 0-6 no Feijó na primeira jornada da Liga Feminina Placard. Mas a treinadora sabe que o objetivo é outro.
«O balanço inicial é extremamente positivo. Estamos numa fase de aquisição. Fizemos um jogo consistente na Supertaça, o que nos permitiu conquistar esse título que, na minha perspetiva, era o mais difícil, pelo pouco tempo que tínhamos de trabalho», disse a A Bola, no Media Day da Liga Placard feminina.
A meta é clara: «Recuperar a hegemonia que o Benfica tinha há uns anos, quando conquistava todos os títulos.» Ao Record, foi ainda mais direta: «Queremos retomar a hegemonia do Benfica e vencer tudo.»
Balneário exigente e a porta aberta ao masculino«As jogadoras receberam-nos muito bem. É um balneário muito exigente, o que é bom, porque obriga-nos a ser melhores», descreveu a técnica, que assume ter chegado «ao topo do desporto feminino».
E não fecha portas. «Sou treinadora de futsal, não de um género. Considero-me uma treinadora competente, independentemente do género. Gostava, sim», respondeu, quando questionada sobre a hipótese de orientar uma equipa masculina.
Para o futsal feminino, deixa um pedido: «É preciso mais mulheres no desporto, mais aposta e mais visibilidade.»
Declarações recolhidas por A Bola e Record no Media Day da Liga Feminina Placard.